Acabo de saber da morte, em Fortaleza, de Dário Castro Alves. Antigo embaixador brasileiro em Portugal e, mais tarde, cônsul-geral no Porto, Dário Castro Alves era um grande amigo do nosso país, onde criou forte prestígio e deixou uma marca de profunda ligação à nossa cultura.
Autor de extensa bibliografia, tinha um particular fascínio por Eça de Queirós, tendo sido convidado de honra nas comemorações dos 160 anos da morte do romancista, que a Embaixada portuguesa em Brasília levou a cabo em 25 de Novembro de 2005. Em fins de 2008, organizei, também em Brasília, e em associação com o Instituto Rio Branco, uma homenagem a Dário Castro Alves, que contou com testemunhos e a presença de muitos dos seus amigos, de antigo colaboradores e de simples admiradores. Na altura, editámos também uma sua completa biobibliografia.
Dário Castro Alves, um verdadeiro embaixador luso-brasileiro, era um amigo pessoal. Com a sua morte, desaparece uma figura marcante de uma geração brasileira que cultivava uma relação muito forte com Portugal.
* Embaixador de Portugal em Paris
texto publicado em duas-ou-tres.blogspot.com




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