O PCP classificou hoje de “desastrosa e desumana” a decisão do Governo de encerrar escolas do ensino básico com menos de 21 alunos, medida que disse pretender “reduzir ao mínimo as responsabilidades do Estado nas funções sociais”.
“Nenhum outro governo ao longo da história do nosso país encerrou tantas escolas. Esta é mais uma das marcas da política educativa do Governo PS e que contou agora com o compromisso do PSD”, afirma o PCP, reagindo à decisão de terça feira do Conselho de Ministros, que aprovou uma reorganização da rede escolar que poderá envolver o encerramento de mais de 900 escolas com menos de 21 alunos, abrangendo um universo máximo de 15 mil crianças.
Em comunicado, os comunistas acusam o Governo de ter “uma conceção educativa” que aposta na “centralização, na baixa formação e qualificação dos portugueses e nos baixos salários” e que é, “sobretudo, desumana”.
O PCP considera que a decisão do Governo “insere-se inequivocamente na estratégia deste Governo de reduzir ao mínimo as responsabilidades do Estado nas suas funções sociais, deveres constitucionalmente consagrados”.
Os comunistas desmentem ainda “a tese de que o sucesso está nas grandes concentrações de alunos ou de que uma escola com menos de 20 alunos leva obrigatoriamente ao insucesso”.
”O encerramento de escolas e a integração de milhares de alunos em ‘mega’ agrupamentos não se insere em nenhuma preocupação pedagógica ou social, apenas na obsessão de reduzir o investimento na educação, prejudicando desta forma o percurso escolar dos alunos e atirando para o desemprego milhares de trabalhadores da educação”, sustentam.
O encerramento de centenas de escolas vai também, para o PCP, “acelerar o processo de desertificação de muitas aldeias e freguesias” e prejudicar as crianças, muitas das quais vão ser obrigadas a passar “duas e mais horas diárias em transportes escolares”.
** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico **




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