Ordem dos Médicos: “Se não tivermos dinheiro para medicamentos, não os temos”

por Sónia Cerdeira, Publicado em 02 de Junho de 2010   
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O Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou hoje que “todos temos de estar receosos de não termos, como país, capacidade económica para sustentar o Serviço Nacional de Saúde com a qualidade que temos tido até agora.”
Para Pedro Nunes é necessário saber quais são as prioridades e as áreas a investir, sendo que considera que os portugueses tomam a saúde como uma das áreas prioritárias. “A contenção é óbvia, ninguém nos vai oferecer nada, se não tivermos dinheiro para máquinas de ressonância magnética não as temos, se não tivermos dinheiro para medicamentos, simplesmente não os temos”, referiu à margem da conferência "Segurança dos Cuidados de Saúde versus Sustentabilidade do Sistema de Saúde", que decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian e na qual participou a ministra da Saúde Ana Jorge e os restantes Bastonários das Ordens da Saúde.
A melhor forma que os médicos têm de contribuir é “continuar a trabalhar no SNS, no serviço público, para responder a todos os portugueses sem excepção”, afirmou o Bastonário.
Sobre a questão de os hospitais estarem proibidos de contratar médicos reformados através de empresas, o Bastonário afirma que não mudou de opinião em relação a esse assunto, uma vez que discorda com a contratação de médicos através de empresas. “É aliciante para os médicos em termos financeiros mas desestrutura o sistema de saúde, principalmente as urgências. Não permite a criação de equipas estáveis, torna os serviços precários, aumenta o risco de erro e a insegurança. Não é uma boa medida.”


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