Ministra da Saúde receia que "livre escolha" mate SNS

por Sónia Cerdeira, Publicado em 02 de Junho de 2010   
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A ministra da Saúde, Ana Jorge, criticou hoje aqueles que de forma escondida usam o argumento da “livre escolha”, quando na realidade o que querem é acabar com o acesso universal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Também temos de ser capazes de melhorar a eficiência da gestão do SNS. E penso que é neste último ponto que mais se concentram aqueles que não tendo coragem de assumir que querem acabar com a universalidade do SNS se escondem atrás do conceito vago de livre escolha com o Estado a pagar”, afirmou a ministra da Saúde numa conferência com as Ordens da Saúde, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Numa altura em que se pedem cortes em todas as áreas e que a Saúde apresenta derrapagem nas contas, Ana Jorge quer uma melhor gestão nas contas do SNS, salientando que hoje os profissionais de Saúde têm muitos desafios. “Como tudo na vida há bons e maus gestores mas recuso a ideia que muitos querem fazer passar de que o SNS é mal gerido”, referiu.
Questionada pelos jornalistas sobre se estaria a tecer um ataque aos privados, que defendem a “livre escolha” com o Estado a pagar, a ministra da Saúde recusou a ideia mas garantiu que cabe ao Estado o papel principal na prestação de cuidados médicos e não só arcar com os custos: “Os privados são bem-vindos para área complementares e nunca concorrenciais. Por exemplo, na área dos cuidados continuados.”
Ana Jorge referiu, também, que os hospitais - principalmente as urgências - estão proibidos de contratar médicos reformados através de empresas. No entanto, os hospitais podem continuar a contratar médicos directamente e a contratar os serviços das empresas para médicos que não sejam reformados.


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