O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje Israel de ter cometido um ato de "terrorismo de Estado desumano" ao ordenar um ataque militar a uma frota humanitária internacional ao largo de Gaza.
A Turquia "não ficará inerte e silenciosa sobre este ato de terrorismo de Estado desumano", afirmou Erdogan aos jornalistas em Santiago, Chile, onde decidiu encurtar a última paragem na sua deslocação à América Latina e regressar ainda hoje a Ancara.
"O Direito Internacional foi espezinhado" por Israel, afirmou Erdogan, acrescentando: "O ataque demonstra que Israel não quer a paz na região".
O Governo turco anunciou que Ancara chamou o seu embaixador em Israel e pediu também uma reunião de emergência da NATO.
A reunião, a nível de embaixadores, terá lugar terça-feira, indicou o porta-voz da aliança, James Appathurai.
O ataque israelita provocou a morte de vários passageiros de um dos navios que integrava a frota, o cargueiro turco Mavi Marmara.
Segundo um novo balanço do exército israelita, que reviu em baixa o anterior número de vítimas mortais, o assalto matou nove pessoas.
Uma ONG turca em Gaza indicou que a operação provocou pelo menos 15 mortos, na maioria turcos.
O chefe de estado maior das forças armadas turcas manteve hoje uma conversa por telefone com o seu homólogo israelita, na qual disse que o raide é “grave” e “inaceitável”, avançou a agência France Presse.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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