Constâncio concorda com imposto sobre transferência de capitais
O Cidadão Vítor constâncio concorda com o estabelecimento de um imposto único europeu sobre transferências de capitais, apoiando assim a proposta de Vital Moreira, cabeça de lista do PS às eleições europeias.
Enquanto governador do Banco de Portugal diz não ter posição.
Período que isenta o BPP de responsabilidades vai ser prolongado
O Banco de Portugal vai prolongar o período que isenta o BPP de responsabilidades perante os seus clientes, mas deverá ser curto pois o governo deve aprovar, em breve, o plano de recuperação desenhado pela actual administração do BPP.
O período de dispensa de obrigações, que há três meses foi prolongado, acaba a 2 de Junho.O plano de salvamento do BPP "não será a solução perfeita, mas a razoável" para os clientes que têm a haver dinheiro junto do banco", clarifica Constâncio.
Crédito malparado é um problema maior que na recessão de 2003
"Em Portugal, o crédito malparado é um problema maior agora do que na recessão de 2003", afirmou Vitor Constâncio, numa audição na Comissão de Orçamento e Finanças na Assembleia da República. O governador do Banco de Portugal disse que apesar do rácio oficial de incumprimento estar relativamente baixo, o mesmo não é verdade para o novo crédito malparado, uma medida mais fiel da incapacidade das pessoas e empresas pagarem o que devem.
Clientes do BPP vão saber nos próximos dias quando vão receber
A solução para pagar aos clientes do BPP será anunciada nos próximos dias, mas não será perfeita, avisa o governador do Banco de Portugal, deixando assim implícito que as pessoas vão perder dinheiro. as situações em causa não podem ser consideradas depósitos. São "aplicações de gestão de carteira que as pessoas consentiram assinando contratos", lembrou.
“O supervisor não é um super polícia”
Acusando um deputado do Bloco de Esquerda de “equívoco ou ignorância fundamental” sobre o que é a supervisão e o que foi a intervenção do Banco de Portugal no Banco Português de Negócios, Vítor Constâncio disse que a natureza de algumas perguntas formuladas são “com presunções de os supervisores serem uma espécie de KGB e FBI juntos”.
“O supervisor não é um super polícia” com acesso a tudo, disse o governador do Banco de Portugal, mas sim uma entidade que actua segundo métodos e padrões reconhecidos.
“Não pode ser cometido o erro, para não dizer outra coisa, de se avaliar a actuação por critérios e objectivos que sejam diferentes das práticas internacionais”, indignou-se Vítor Constâncio, recordando que uma análise recente do Fundo Monetário Internacional mostrou que as práticas do regulador português estão no grupo das melhores.
Deixou ainda uma interrogação sobre o papel dos revisores oficiais de contas e auditores, dizendo que as situações detectadas no BPN, ainda antes desta situação que levou à nacionalização, “foram todas identificadas pelo Banco de Portugal e não pelos auditores”.
Constâncio disse que já esteve a responder “até as três da manha a perguntas dos deputados na comissão parlamentar”, em Novembro passado, e que pelos vistos vai ser igual na próxima semana, embora já tenha “enviado à comissão” os relatórios e documentos que dão conta das várias actuações que o Banco de Portuhgal, enquanto supervisor, teve junto do BPN.




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