Congelamento dos salários dos funcionários públicos durante três anos e cortes nos salários dos ministros constam das medidas do plano de austeridade que o governo italiano deve aprovar hoje, avança a agência de notícias France Press.
O Conselho de Ministros italiano reúne-se hoje, pelas 16:00 (hora de Lisboa), para analisar o plano do ministro da Economia, Giulio Tremonti, que tem gerado especulação da imprensa dado o secretismo que o rodeia.
Segundo os meios de comunicação social, o objetivo será poupar 24 mil milhões de euros até 2012.
O corte de 10 por cento das despesas dos ministérios será umas das medidas que faz parte do plano, assim como a redução dos salários dos ministros.
Os salários dos ministros serão reduzidos em 10 por cento se ultrapassarem 80 mil euros por ano e o mesmo acontecerá aos altos funcionários cuja remuneração anual ultrapasse os 130 mil euros. Os que ganham entre 90 e 130 mil euros receberão menos 5 por cento.
As subvenções aos partidos políticos também serão diminuídas.
Pelo lado da receita, o governo conta reforçar a luta contra a evasão fiscal e a economia paralela.
O governo também deverá aumentar os impostos sobre as chamadas "opções de compra" de ações - os direitos de compra sobre ações que têm os gestores de empresas - e bónus de administradores de empresas privadas.
No passado fim de semana, o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, garantiu que neste pacote de medidas não estão previstos cortes nas pensões, educação ou saúde, nem a subida de impostos.
Com este pacote de medidas, o governo quer cumprir o compromisso de reduzir o défice para 2,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, face aos 5,3 por cento registados em 2009.
*** Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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