O eurodeputado social democrata Mário David questionou hoje a estratégia do Governo português relativamente aos juros da sua dívida, considerando "escandaloso" os juros oferecidos nos certificados de aforro serem muito mais baixos que aqueles pagos à banca internacional.
Numa questão enviada hoje à Comissão Europeia, o deputado europeu pede a Bruxelas a sua opinião quanto à política do executivo de José Sócrates nesta matéria, avançado, pela sua parte, com a opinião de que o Governo português está a "privilegiar a Banca internacional em detrimento de incentivos aos certificados de aforro".
O eurodeputado do PSD sustenta que o Estado português remunera os certificados de aforro a 0,797 por cento, ao passo que a União Europeia cobra à volta de 5 por cento pelo empréstimo do seu fundo de emergência e os "spreads" que têm sido impostos a Portugal nos leilões internacionais têm uma taxa atual de 4,603 por cento.
"É escandaloso que o Governo português privilegie pagar juros muito mais altos a entidades estrangeiras do que aqueles que oferece aos cidadãos nacionais, para mais quando esta forma de poupança é um dos instrumentos mais utilizados pelas classes mais carenciadas", afirma o eurodeputado.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***




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