A chanceler alemã Angela Merkel apelou hoje aos outros países do G20 para se unirem em torno da aprovação de uma taxa sobre as actividades bancárias, na próxima cimeira do grupo, que decorre em finais de junho.
O apelo de Merkel, numa conferência internacional sobre mercados financeiros, em Berlim, dirigia-se a países como o Canadá, os Estados Unidos ou o Reino Unido, mas parece não ter surtido efeito.
O vice-ministro das finanças canadiano, Tiff Macklem, que também participa na conferência, voltou a recusar a adoção da referida taxa sobre actividades bancárias.
"Parece que não haverá uma solução unânime na cimeira", disse o político canadiano, lembrando que os bancos do seu país não foram atingidos pela crise financeira internacional.
Por seu turno, o comissário europeu para o mercado interno, Michael Barnier, aproveitou a conferência para anunciar que, na próxima semana, vai propor uma taxa bancária a nível da União.
O ministro das finanças alemão, anfitrião do encontro, exigiu no discurso de abertura a aceleração dos esforços internacionais para uma reforma dos mercados financeiros, "porque há muito pressão para agir", disse Wolfgang Schaeuble.
"A comunidade internacional tem de voltar a movimentar-se no que se refere à reforma dos mercados", referiu disse o ministro alemão no encontro, no qual participa também o o secretário geral da OCDE, representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Coreia do Sul, país que preside atualmente ao G20.
Para Schaeuble, "o problema principal é que os modernos mercados financeiros hoje em dia estão em condições de reforçar massivamente as oscilações conjunturais", sublinhou, acrescentando que os governos "não podem deixar passar a oportunidade" de intervir, neste momento de crise.
O político democrata cristão acrescentou que o sistema financeiro "deve ter a função de servir a economia real", e não fins especulativos.
Na conferência Ângela Merkel voltou a exigir a reforma do pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia, sublinhando que "são necessárias regras mais severas".
Concretamente, a Alemanha defende sanções mais rápidas a Estados que violem o referido Pacto, que incluem o corte de fundos estruturais, e podem ir até á retirada temporária do direito de voto no Conselho Europeu.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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