Pedro Passos Coelho diz “não lavar as mãos” dos problemas, por isso deu o sim às medidas de austeridade. Em entrevista ao Jornal de Notícias, o presidente do PSD quis no entanto esclarecer: “Não dei a mão ao governo, dei a mão ao país”.
Com a mão estendida ao PS e ao país, Passos Coelho admite que “foi preciso cooperar com o governo para evitar uma situação mais difícil ainda para Portugal.” Uma situação difícil e ainda mais complicada de explicar aos portugueses, diz Passos Coelho. “Tenho pena que o governo não tenha transmitido com todas a latitude, para não dizer com o mínimo realismo, a situação que o país tem vivido.” Críticas à gestão da crise feita pelo actual executivo mas reconhece Passos Coelho que no momento que se vive “não era possível ter uma posição externa credível se não tivéssemos aumentado impostos.”
Apesar de reconhecer a necessidade das medidas do pacote de austeridade, o presidente do PSD deixa a certeza: “Se eu tivesse sido primeiro-ministro neste tempo, garanto que as medidas importantes que tiveram de ser agora adoptadas sob pressão externa tinham sido tomadas há muito mais tempo, com menos dor, sem necessidade de aumentar os impostos”.
Passos Coelho justificou ainda as desculpas que pediu ao país qua000ndo, ao lado de José Sócrates, deu o apoio do PSD ao aumento de impostos: “Não fui eu que deixei chegar o país a esta situação, mas, chegados a este ponto, em que medidas drásticas têm de ser tomadas e rapidamente, concedo que não há outra possibilidade de aparecer perante Bruxelas e o Banco Central Europeu sem uma solução deste tipo.”
E acrescenta: “Exerci o papel que devia ter exercido para não abandonar Portugal e evitar que o país caísse no caos em que teria caído.”




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