Chuva abundante permitiu 45% de produção de energias renováveis em Março

por Agência Lusa com Andre Patrocínio, Publicado em 14 de Maio de 2010   
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Mais de 45 por cento da eletricidade produzida em Portugal em março veio de energias renováveis, graças à elevada precipitação que permitiu um maior nível de produção hidroelétrica, disse à Lusa o secretário de Estado do Ambiente.

Nenhum país pode reclamar ter atingido a sustentabilidade e Portugal não é exceção. Mas fizemos uma aposta nas energias renováveis, em particular de 2005 em diante, e em 2010 tivemos 40 por cento de eletricidade renovável”, disse à Lusa Humberto Rosa, à margem da reunião de alto nível da Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que hoje terminou em Nova Iorque.

Em março, em certas alturas, a produção de renováveis foi “muito maior” do que 45 por cento do total.

Humberto Rosa defende ainda que Portugal é o país que mais cedo vai ter uma rede integrada específica para abastecimento de veículos elétricos, o que deverá acontecer já em 2011.

“São algumas imagens de marca que nos põem no mapa da sustentabilidade”, afirma, acrescentando: “Tem havido papel importante para reduzir as emissões de gases de efeito-estufa, o que se vê consistentemente desde 2005, e mais importante ainda reduzir a intensidade carbónica da nossa economia”.

Desde 2006, sublinha, a relação entre PIB e emissões carbónicas é cada vez menor.

“Mostra que conseguimos dissociar crescimento económico de gases efeito estufa”, defende.

A reunião da Comissão de Desenvolvimento Sustentável dá-se numa altura em que estão em curso avultados esforços no Golfo do México para conter aquela que pode ser a pior maré negra dos últimos anos.

Portugal também tem estado a tentar identificar recursos petrolíferos aproveitáveis na costa. No mês passado, foi pedida a extensão da plataforma continental, onde se acredita poder haver recursos energéticos, medida que o secretário de Estado do Ambiente considera necessário, apesar dos riscos envolvidos.

“Está por demonstrar que entre os nossos recursos marinhos haja recursos petrolíferos no fundo dos oceanos, mas se isso acontecer não é o facto de serem explorados que implica necessariamente grande impacto ambiental”, disse à Lusa.

“Estamos em fase de transição. (…) Sabemos que há sempre risco, que há sempre acidentes potenciais, mas sabemos que ainda temos umas décadas pela frente em que o mundo - e Portugal incluído - não vão estar livres dos combustíveis fósseis”

O “rumo estratégico”, afirma, está definido e passa pela “independência” dos combustíveis fósseis, a prazo.

“O futuro será de energia renovável, ou não haverá futuro. É a única energia que se compagina com uma presença duradoira do ser humano”, sublinha.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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