O papa Bento XVI cumpre hoje no Porto o quarto e último dia da sua visita a Portugal, celebrando uma missa na avenida dos Aliados e dirigindo uma mensagem aos jovens.
Bento XVI, o segundo papa a visitar o Porto em 28 anos, despede-se depois de Portugal no aeroporto Francisco Sá Carneiro, com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Milhares de pessoas - 150 mil a 200 mil, segundo algumas estimativas - deverão testemunhar a passagem de Bento XVI pelo Porto.
"É uma visita bastante importante para a Igreja diocesana, que se encontra numa fase de missão", afirmou à agência Lusa o presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica.
Joaquim Azevedo sublinhou deste modo a circunstância de a visita ocorrer num ano em que a diocese liderada pelo ministro Manuel Clemente desenvolve a iniciativa Missão 2010, para envolver os 400 mil católicos praticantes da região numa evangelização ajustada aos novos desafios e problemas da sociedade atual.
"Igreja é missão" é também o lema da celebração papal de hoje na avenida dos Aliados.
Nas suas declarações à Lusa, Joaquim Azevedo sublinhou a "capacidade notável" do atual papa em "recentrar as grandes questões do nosso tempo".
Bento XVI concretiza-o "de uma maneira admirável", frisou.
O antigo secretário de Estado da Educação considerou ainda que as três encíclicas de Bento XVI - em torno da fé, da esperança e da caridade - "são importantíssimos documentos de orientação do magistério".
As encíclicas "vão ao encontro dos desejos de uma sociedade mais solidária e de uma região mais solidária e mais aberta à inovação e à criatividade", disse.
Acrescentou que a sua mensagem encoraja o mundo "a reganhar o sentido de esperança assente no princípio da solidariedade, na busca do bem comum", acrescentou.
O papa chegará a Gaia cerca das 09:30, num helicóptero que aterrará na serra do Pilar, onde o esperam o bispo Manuel Clemente, o autarca Luís Filipe Menezes e a governadora civil, Isabel Santos.
Deslocando-se num papamóvel, Joseph Ratzinger saudará embarcações atracadas no Douro, ao atravessar a ponte do Infante, em direção à avenida dos Aliados.
Após ser recebido pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, o papa preside, a partir das 10:15, à celebração da missa na avenida dos Aliados num altar construído com materiais da região.
O papa dirige depois uma mensagem à juventude antes de rumar ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Duas centenas e meia de técnicos da Proteção Civil - entre efetivos do INEM, bombeiros, Cruz Vermelha e Autoridade Marítima - vão apoiar os peregrinos esperados no recinto da missa e nos percursos que Bento XVI fará no Porto.
Para facilitar o acesso dos peregrinos ao centro, face às fortes restrições ao trânsito, foi criado um título especial Andante, válido para todo o dia e sem limite de viagens, ao preço de 2,50 euros, válido nas redes de metro, CP (suburbanos), STCP, e transportadores privados aderentes.
Só a CP contará com cerca de 80 mil lugares disponíveis, em vários serviços, entre as 00:00 e as 17:00 do dia 14, enquanto a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) assegura o transporte dos visitantes até à Cordoaria, Praça da República ou Bolhão.
O metro do Porto - que fecha a estação dos Aliados por razões de segurança - mobiliza mais de cem veículos para garantir composições com uma frequência entre os três e os 15 minutos, consoante as linhas.




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