O candidato à Presidência da República Fernando Nobre, afirmou-se hoje católico, mas lembrou que não tem de concordar com todos os argumentos que o papa Bento XVI utilizou hoje, em Fátima, num encontro com instituições de pastoral social.
Sobre a questão do casamento homossexual, Fernando Nobre defendeu que deveria ter sido escolhida uma outra designação para o nome formal desse tipo de relação, mas disse “não ter nada contra”: É “uma questão de direitos humanos”.
Sobre o aborto, o responsável considerou que a lei existente (interrupção voluntária de gravidez até às 10 semanas) é a “adequada à situação atual” para que não sejam encontrados “bebés encontrados nas sanitas e fragas”, como no passado.
O também presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) não deixou, porém, de saudar o apelo de “solidariedade, humanidade e fraternidade” feito pelo papa: “Só posso concordo e reforço”.
Num encontro com cerca de nove mil agentes da pastoral social, em Fátima, Bento XVI manifestou hoje o apoio a medidas contra a prática do aborto e fez a defesa do casamento heterossexual.
O papa exprimiu "profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos socioeconómicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida”.
Na mesma ocasião, defendeu "as iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua conceção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher".
Estas iniciativas, segundo o papa, "ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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