O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, entrou hoje em São Bento às 09:36 para um encontro com o primeiro ministro, José Sócrates, no qual serão discutidas medidas de redução do défice.
Passos Coelho entrou em São Bento apenas acompanhado por um assessor, não tendo prestado declarações aos muitos jornalistas que o aguardavam.
Após o encontro, do qual não serão prestadas declarações aos jornalistas, José Sócrates vai presidir à reunião do Conselho de Ministros.
Entre as medidas que deverão ser discutidas entre o primeiro ministro e Pedro Passos Coelho estão o aumento da taxa máxima de IVA de 20 para 21 por cento e uma subida do IRS de 1 por cento até cinco salários mínimos (2375 euros por mês) e de 1,5 por cento acima deste valor.
As novas medidas, previstas pelo menos até ao final deste ano, incluem a criação de uma tributação extraordinária de 1 por cento para quem aufere até cinco salários mínimos, o que equivale a 2375 euros por mês. Quem ganhar acima desse valor será tributado em 1,5 por cento. De fora deste imposto especial, ficam excluídos apenas aqueles que recebem o salário mínimo.
De acordo com as propostas do Executivo, poderá haver uma subida de 20 para 21 por cento no IVA; nos bens de primeira necessidade o imposto sobe de 5 para 6 por cento e na restauração de 12 para 13 por cento.
Segundo fonte do Executivo, os lucros das grandes empresas vão ser tributados com uma taxa acima dos dois pontos perecentuais.
Segundo a mesma fonte, há mais medidas, que serão concertadas no encontro entre o primeiro ministro, José Sócrates, e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, esta manhã, e que serão anunciadas, também hoje, no final do Conselho de Ministros.
No Conselho de Ministros de hoje deverá ser ainda aprovada a medida que reduz em cinco por cento os salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras.
De acordo com a fonte do Executivo, o conjunto de medidas a aprovar em Conselho de Ministros deverá dar origem a uma receita suplementar na ordem dos 1.700 milhões de euros, valor considerado suficiente para que Portugal feche o ano de 2010 com um défice de 7,3 por cento.
A Comissão Política Nacional do PS reúne-se também hoje, ao fim da tarde, para debater as medidas adicionais de combate ao défice, encontro que será alargado aos deputados do grupo parlamentar socialista.




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