O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, congratulou-se hoje com a designação do novo Governo britânico e desejou que o executivo de coligação assuma as suas responsabilidades na gestão da saída da atual crise financeira e económica.
"Resta-me deixar uma mensagem de saudação ao novo Governo, ao meu novo colega. E que o Reino Unido tenha um Governo constituído rapidamente dada a situação particular que se gerou com estas eleições", disse Luís amado à Lusa, adiantando esperar que "o Reino Unido rapidamente assuma as grandes responsabilidades que tem na gestão de uma saída da crise financeira e económica que o mundo conhece e onde o Reino Unido tem um papel destacado, seja no contexto europeu seja no contexto do G20".
Na terça-feira foi anunciada em Londres uma coligação entre o Partido Conservador de David Cameron, vencedor por maioria relativa das recentes eleições gerais, e os Liberais Democratas de Nick Clegg.
"Existem importantes decisões que vão passar necessariamente pelo Governo britânico e é com grande satisfação que saúdo o novo Governo britânico", sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa.
Ao perspetivar a futura coabitação no Executivo entre os dois partidos, na primeira coligação no Reino Unido dos últimos 70 anos, Luís Amado sublinhou que os liberais democratas são um partido mais pró-europeu.
"A coligação encarará seguramente a relação com o projeto europeu com muito realismo. As circunstancias que o mundo conhece hoje exigem da parte de todos os governos muito realismo na avaliação dos interesses nacionais e estou certo que o Reino Unido terá uma posição construtiva, em particular num momento de grande exigência para o desenvolvimento do projeto europeu, onde também se jogam importantes interesses do Reino Unido".
Numa breve referência ao mecanismo europeu de apoio financeiro aos Estados membros aprovado na madrugada de segunda feira em Bruxelas e avaliado em 750 mil milhões de euros, o ministro dos Negócios Estrangeiros precisou que o Reino Unido está incluído "indiretamente" neste acordo.
"O Reino Unido não entrou na parte do pacote que é intergovernamental, entrou necessariamente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e também pela Comissão Europeia. O pacote tem três pilares", concluiu.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




Rating: 0.0
Actividade em ionline