crise financeira

PSD saúda adiamento de grandes obras mas lamenta avanço do TGV

Publicado em 08 de Maio de 2010   
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, saudou hoje o Governo pelo adiamento da construção do novo aeroporto e da terceira travessia do Tejo, mas lamentou o avanço do comboio de alta velocidade (TGV).

"Considero importante que o Governo tenha anunciado o adiamento da terceira travessia do Tejo e do novo aeroporto, mas tenho pena que o mesmo Governo não perceba a necessidade de adiar também o contrato do TGV que hoje vai assinar. É uma questão de bom senso", disse Pedro Passos Coelho.

Para o líder social democrata, a não suspensão do TGV "é símbolo de uma certa teimosia e de alheamento da responsabilidade política".

"Era muito importante o Governo renegociar alguns contratos que já fechou", defendeu.

O primeiro ministro, José Sócrates, admitiu quinta feira, em Bruxelas, adiar grandes investimentos públicos como o novo aeroporto e a terceira travessia do Tejo para reduzir o défice este ano para 7,3 por cento.

Disse ainda que tenciona ter "um diálogo sereno" com Passos Coelho, enquanto líder do "único partido" da oposição que aprovou o Plano de Estabilidade e Crescimento, para discutir as "novas medidas", para conseguir alcançar a nova meta de 7,3 por cento.

Hoje, o líder do PSD referiu quer o partido "está aberto a cooperar com o Governo", com uma única condição: "haver realismo político".

"Não se pode ao mesmo tempo estar a pedir mais sacrifícios e dar o exemplo errado que uma grande infraestrutura que não é prioritária nos dias de hoje avançará em qualquer circunstância", referiu.

Pedro Passos Coelho disse ainda que vai ficar a aguardar pelas propostas do Governo para a redução do défice, para depois se pronunciar.

"À partida, não excluímos nenhuma medida em particular", disse.

Lembrou que o PSD apresentou, há três semanas, um conjunto de medidas para ajudar nesse combate, que incidem, essencialmente, na redução dos consumos intermédios e na aquisição de bens e serviços.

"A lógica deve ser sempre a mesma: combater desperdícios, eliminar despesas supérfluas e só depois avançar para medidas que possam envolver um peso maior", explicou.

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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