Comissão da Carteira classifica atitude de Ricardo Rodrigues como uma violação do sigilio profissional dos jornalistas

por i com Agência Lusa, Publicado em 07 de Maio de 2010   
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A Comissão da Carteira de Jornalista (CCPJ) considerou hoje que a atitude do deputado Ricardo Rodrigues ao levar os gravadores de jornalistas que o estavam a entrevistar, é um ato de "violação do sigilo profissional" e manifesta "prepotência".

Num comunicado enviado à agência Lusa, a CCPJ refere ter sido praticado neste caso "um ato de violação do sigilo profissional do jornalista", sendo que a lei estipula que "o material utilizado pelos jornalistas no exercício da sua profissão só pode ser apreendido no decurso das buscas em órgãos de comunicação social", ordenadas ou autorizadas "pelo juiz que preside pessoalmente à diligência".

Para a CCPJ, o ato de apropriação dos gravadores dos jornalistas da Sábado, protagonizado pelo deputado socialista "reveste-se assim, e no mínimo, de manifesta prepotência".

A Sábado divulgou na quarta-feira um vídeo no qual se vê o deputado Ricardo Rodrigues a levar os gravadores de dois jornalistas da revista durante uma entrevista e na sequência de perguntas de que não gostou.

Confrontado com perguntas sobre as suas ligações a um antigo processo de burla nos Açores e a casos de pedofilia, o deputado levantou-se, enfiou os dois gravadores dos jornalistas nos bolsos das calças e saiu da sala, mas esqueceu-se que a entrevista estava a ser filmada.

O deputado socialista explicou a decisão com a "pressão exercida" que "constituiu uma violência psicológica insuportável".

A Comissão da Carteira refere, no entanto, que não deu entrada no organismo qualquer participação por parte de Ricardo Rodrigues contra os jornalistas da revista.

A Sábado apresentou, entretanto, uma queixa no DIAP por furto e atentado à liberdade de imprensa.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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