Teatro

É fatal como o destino. Teatro académico volta ao palco

por Nuno Castro, Publicado em 07 de Maio de 2010   
Sobe o pano para apresentar a estrutura e a acção do festival FATAL, que começa hoje em Lisboa. Um guião de cinco actos
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Acto I - Contextualização

Organizado pela Universidade de Lisboa, o FATAL, acrónimo de Festival Anual de Teatro de Lisboa, começou em 1999. O objectivo era claro como água (apesar de ser outro o líquido normalmente associado às iniciativas académicas): promover o teatro universitário português. Cerca de 200 jovens e nove grupos de teatro disseram presente - não às aulas, mas ao festival. Hoje, 11 anos depois, o FATAL tornou-se atracção na vida cultural da cidade. Não tem Glenn Close ou Michael Douglas, mas há outras personagens.

Acto II - Personagens

São 25 grupos de teatro académico que vêm de 11 cidades, cinco países e três continentes. Se não houver vulcões de nome impronunciável como o que afastou Mika de Lisboa, teremos então um projecto de Torre de Babel instalado na cidade. Brasileiros, espanhóis, marroquinos, turcos (não há gregos, quiçá porque já nos deram tragédias suficientes) vêm reforçar a companhia de estudantes-actores portugueses para apresentar um total de 20 espectáculos. Entre muitas criações colectivas, serão representados textos de Dinis Machado, Fernando Pessoa, Jacinto Lucas Pires e Bernardo Santareno. A Universidade de Ankara apresenta "O Mentiroso", do dramaturgo italiano Carlo Goldoni.

Além dos actores, há outros protagonistas: José de Oliveira Barata, autor de "Máscaras da Utopia: História do Teatro Universitário em Portugal, 1934-74", foi ontem homenageado; Stefan Kaegi, famoso encenador, vai dar uma conferência no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa (dia 20 de Maio, às 17h00) para explicar como podem 10 mil gafanhotos fazer teatro.

Acto III - Espaço

Grande parte da acção decorre no Teatro da Comuna, em Lisboa (ver coluna ao lado). Mas nem só de cenas em palco se faz o FATAL. O cenário é mais vasto e abrangente. Durante o festival, estará patente também no Teatro da Comuna a exposição de fotografia "Fatalidades", o resultado da cobertura do FATAL 2009. Além disso, e porque afinal de contas isto é uma organização universitária, o saber ocupa aqui um lugar. Vão realizar-se vários workshops. A saber: Tradução para Teatro (11 e 12 de Maio, 30€); Dramaturgia (11 a 13 de Maio, 30€); Cenografia "Sem Ovos" (13 e 14 de Maio, 20€); Iluminação para Teatro (13 a 23 de Maio, 20€).

Acto IV - Tempo

O FATAL abriu as hostilidades ontem, com uma apresentação à imprensa do festival e uma homenagem a José de Oliveira Barata (ver Acto II), mas os espectáculos começam hoje e só acabam a 28 de Maio.

Acto V - Final

O grande desfecho acontece com a festa de entrega dos Prémios FATAL, que vai coroar os melhores espectáculos. A música estará a cargo do projecto No Djs Antena 3 e Vj Valise d'Images. Onde? No Teatro da Comuna, pois claro.

Toda a programação em fatal2010.ul.pt. Os bilhetes para assistir às peças de teatro (ver coluna ao lado) custam 3€ ou 5€


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