A Taça de Portugal vai ser a oportunidade de o FC Porto fechar uma época menos boa com a conquista de um troféu nacional...
Estou convicto que sim, é mais uma taça. Dizem que é contra o Desportivo de Chaves, mas não tem menos valor por isso. Não temos culpa de o Benfica e o Sporting terem sido eliminados; não estão na final porque foram eliminados.
Sendo entre dois clubes nortenhos, acha bem que a final se jogue no Estádio do Jamor, a tantos quilómetros de casa?
Essa polémica não leva a lado nenhum, mas há de facto uma grande incoerência. Se o estádio tem condições para uma final da Taça de Portugal, porque é que a selecção nacional não joga lá? Até já houve um morto num Sporting-Benfica e eu até já estive lá cercado dentro de um autocarro há muitos anos, portanto, não se pode dizer que não há perigo. Eu sei que este ano, dado que o país está próspero, que a gasolina está barata e que as auto-estradas são de borla, Chaves vai lá cair em peso, porque não tem desempregados e toda a gente é rica. Fazer mil quilómetros para ver um jogo de futebol não é sacrifício nenhum...
Tem esperanças na prestação da selecção nacional no Mundial da África do Sul?
A nossa campanha foi limitada pelos resultados infelizes que tivemos de entrada, que marcaram a aflição com que nos apurámos. A chave da nossa campanha no Mundial vai ser o primeiro jogo. Se ganharmos à Costa do Marfim, não tenho dúvidas de que vamos ser apurados para a segunda fase e aí tudo pode acontecer. Portugal tem potencial para chegar longe e digo-o numa perspectiva racional. Espero que o seleccionador dê a todos espírito de equipa e que ninguém vá para o Mundial para mostrar que é melhor que outros.
Mantém uma relação cordial com o actual seleccionador, Carlos Queiroz?
Excelente. Tenho mesmo uma relação de amizade.
Pode dizer-se que lhe agrada o facto de Queiroz ser português e suceder a quem sucede?
Não, não... Ser sucessor de quem é não tem nada que ver. Eu prefiro sempre para Portugal um seleccionador português.
Não lhe faz confusão a naturalização de jogadores?
Não, nenhuma. Mas claro que não gostaria de ver uma selecção com 11 jogadores naturalizados.




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