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Trichet: aceitar títulos da dívida gregos como colaterais foi uma questão de "consistência"

Publicado em 06 de Maio de 2010   
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O presidente do Banco Central Europeu, justificou hoje com o “conhecimento de fundo” e a “consistência” nas decisões do conselho de governadores a decisão de aceitar os títulos de divida grega como colaterais, independentemente do ‘rating’ associado.

“Consideramos que estávamos suficientemente informados do programa de recuperação da Grécia, emitimos uma opinião positiva, que tínhamos de ser consistentes com esta opinião”, afirmou Jean Claude Trichet.

O presidente do BCE garantiu ainda que não foi sequer discutida a hipótese do banco central comprar títulos de dívida soberana e que a entrada em incumprimento de qualquer país não foi discutida, nem nada do género”.

“O incumprimento para mim está simplesmente fora de questão”, afirmou o responsável, na conferência de imprensa que se seguiu ao conselho de governadores, que decorreu em Lisboa.

Quanto à decisão em si, Jean Claude Trichet garantiu que entre todos os governadores a apoiaram: “foi uma decisão unânime”.

O responsável sublinhou, por várias vezes, que foi pedido ao BCE que fizesse uma avaliação independente do programa de apoio à Grécia e que foi decidido dar nota positiva a este plano.

“O BCE decidiu que este era um programa apropriado e enviamos esta opinião positiva do conselho de governadores para os governos da Europa”, explicou, vindo no seguimento a decisão sobre a aceitação como colaterais todos os títulos gregos, independentemente do rating a eles associado.

Quanto às agências de rating, Trichet disse apenas que estas “sabiam perfeitamente a situação da Grécia”.

Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico.



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