PSD: satisfação do Governo "significa que desistiu de pôr país a crescer"

Publicado em 05 de Maio de 2010   
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 O deputado do PSD Duarte Pacheco afirmou hoje que "é dramático que o Governo se considere satisfeito" com as previsões da primavera da Comissão Europeia e que isso "significa que já desistiu de pôr o país a crescer".

"É dramático que o Governo se considere satisfeito. Significa que já desistiu de pôr o país a crescer e de proporcionar melhores condições de vida aos portugueses", afirmou Duarte Pacheco aos jornalistas, no Parlamento.

A Comissão Europeia prevê que a taxa de desemprego em Portugal atinja os 9,9 por cento em 2010 e 2011, em linha com as projeções de Lisboa, e abaixo dos números antecipados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Quanto à evolução do défice orçamental português, a Comissão Europeia é menos otimista do que o Governo, prevendo um desequilíbrio das contas públicas de 8,5 por cento do PIB em 2010 e de 7,9 por cento em 2011.

A Comissão Europeia prevê, por outro lado, um crescimento "modesto" da economia portuguesa em 2010 de 0,5 por cento do PIB, acima das suas anteriores previsões feitas em novembro passado (0,3), mas ligeiramente abaixo da estimativa do Governo (0,7).

De acordo com o deputado e secretário da direção parlamentar do PSD, as previsões da Comissão Europeia hoje divulgadas evidenciam, "em primeiro lugar, que Portugal vai continuar a crescer menos do que a média da União Europeia".

"Nós vamos continuar a ficar mais pobres em termos relativos. E, se é verdade que existe uma crise internacional, essa crise afeta a todos, mas pelos vistos mais Portugal do que os outros, porque nós estamos a crescer menos do que os outros", acrescentou.

Por outro lado, segundo Duarte Pacheco, as previsões da primavera da Comissão Europeia "são as terceiras, depois do Fundo Monetário Internacional e do Banco de Portugal, a dizer que Portugal vai crescer menos do que aquilo que o Governo previa".

"O que é que nós constatamos? A satisfação do Governo por crescermos menos do que a média, menos do que aquilo que ele próprio prevê e, automaticamente, por termos mais desemprego, mais de 600 mil desempregados, o que também está aqui evidenciado nestas previsões", alegou o social democrata.

"É necessário alterar a política, é necessário pensar o caminho a que nós chegámos para que o país volte a crescer e volte a aproximar-se dos níveis de vida da União Europeia", defendeu.

O primeiro ministro, José Sócrates, considerou uma "boa notícia" as estimativas de crescimento económico para a Europa e Portugal publicadas hoje pela Comissão Europeia e disse estar "convencido" que os dados do primeiro trimestre vão ser "positivos".

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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