Paulo Portas vai a Belém terça-feira discutir crise financeira e grandes obras públicas

Publicado em 03 de Maio de 2010   
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O presidente do CDS-PP vai ser recebido terça feira, a seu pedido, pelo Presidente da República para discutir a crise financeira, o endividamento e as grandes obras públicas, disse à Lusa fonte dos centristas.

A audiência concedida por Cavaco Silva a Paulo Portas está marcada para Belém, às 18:30 horas de terça feira, dia em que se completa uma semana desde que a agência Standard & Poor’s baixou em dois níveis a classificação da dívida portuguesa.

A classificação da dívida portuguesa e a posterior subida dos juros das obrigações portuguesas motivaram um encontro entre o primeiro ministro, José Sócrates, e o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, a pedido deste último, na quarta feira da semana passada.

Deste encontro resultou um compromisso do primeiro ministro e do presidente do PSD de trabalhar em conjunto para a consolidação orçamental.

Nesse mesmo dia, o presidente do CDS-PP considerou que Portugal enfrentava "um ataque externo" à sua dívida externa, recusou aumentos de impostos e marcou um debate de urgência sobre o assunto para o dia seguinte, no Parlamento.

Paulo Portas pediu ao Governo, nesse debate de urgência, que "pare, escute e faça as contas" antes de avançar para a construção da rede ferroviária de alta velocidade (TGV), lembrando que apenas existe uma adjudicação provisória, e defendeu também o adiamento da construção do novo aeroporto de Lisboa.

Entretanto, no sábado, o presidente do PSD anunciou que vai levar a debate no Parlamento, no dia 28 deste mês, o decreto-lei que aprova as bases da concessão do primeiro troço do TGV entre Lisboa e Madrid para "tentar travar" esse projeto, que entende que Portugal não tem condições de realizar.

Por sua vez, na sexta feira, o Presidente da República considerou que "faz sentido reponderar" todos os investimentos que utilizem pouca mão de obra nacional.

Ressalvando que não comenta "decisões específicas do Governo", Cavaco Silva enunciou como "princípio geral" que "faz sentido reponderar todos aqueles investimentos, públicos ou privados, na área dos bens não transacionáveis, que tenham uma grande componente importada, isto é, que utilizem pouca produção nacional e que sejam capital intensivo, ou seja, que utilizem pouca mão de obra portuguesa"

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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