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Acordar as marcas de Portugal
por Carlos Coelho, Publicado em 03 de Maio de 2010
CONFESSO APAIXONADO pelo mundo das marcas, percorro semanalmente o país ao encontro das marcas de Portugal. Faço-o por compromissos profissionais, mas também pelo prazer de sentir de perto a realidade do nosso riquíssimo património material, imaterial e social. Todos parecem concordar com as nossas riquezas endógenas. Persiste, contudo, uma dissonância entre aquilo que quase 900 anos de história de Portugal nos deixaram e a capacidade de transformar esses activos em felicidade e qualidade de vida. Os portugueses são envergonhados e acham que aquilo que temos nunca é suficientemente bom. Insiste-se em exercícios de procura de uma identidade/marca nacional, como se não a tivéssemos; como se Portugal não fosse, no seu agregado identitário, uma das marcas de país mais antigas do mundo, com uma dimensão de intervenção planetária. Nas muitas palestras que dou em universidades, falo com frequência das marcas que Portugal deixou um pouco por todo o mundo e no brilho dos olhos de plateias de jovens vejo a vontade de não aceitar o futuro que os espera. Sinto que a minha obrigação, a obrigação de quem tem algum poder, alguma influência, é a de ser activista, de instigar a revolta, uma desordem que permita romper os quadros mentais conservadores e pessimistas. Portugal tem tudo para ser uma grande marca. Acordemos o passado para que os pesadelos do presente não nos destruam os sonhos do futuro.
Criador de marcas
Presidente da Ivity Brand Corp
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Artigo: Acordar as marcas de Portugal
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