Visita do Papa: Associações de pais desconhecem encerramento de escolas

Publicado em 30 de Abril de 2010   
Opções
a- / a+

As associações de pais dizem não ter conhecimento oficial do encerramento das escolas a 13 de maio, por ocasião da visita do Papa, e apelam ao Ministério da Educação e às escolas que informem rapidamente os encarregados de educação.

"Espero que esta questão se torne oficial o mais depressa possível. É que tolerância de ponto não é exatamente igual a feriado. Como o regime é diferente, o entendimento dos juristas é que possa haver escolas que possam ter condições para funcionar", declarou à agência Lusa o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida.

Para o responsável, a diferença entre tolerância de ponto ou feriado faz com que as escolas tenham de comunicar o quanto antes se encerram ou em que condições estarão abertas.

Fonte oficial do Ministério da Educação disse hoje à Lusa que todas as escolas públicas encerrarão no dia 13 de maio, bem como as de Lisboa na tarde de dia 11 de maio e as do Porto na manhã de 14 de maio, quando estão decididas tolerâncias de ponto devido à visita de Bento XVI.

Também a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) desconhece oficialmente a informação sobre o encerramento das escolas e considera imprescindível que as famílias saibam atempadamente com o que podem contar.

"As escolas terão de avisar os pais. Se houver uma diretriz do Ministério da Educação vai facilitar as coisas", declarou à Lusa o vice-presidente da CNIPE, Joaquim Ribeiro.

O responsável recordou ainda que qualquer paralisação ou suspensão das escolas, incluindo tolerâncias de ponto ou greves, "provoca grandes problemas".

"Não havendo o asseguramento de serviços mínimos para a educação não podemos continuar a ter nas escolas crianças com fome, que nesses dias lhes falta a única refeição quente que comem. Julgamos que devia haver serviços mínimos para a educação também", frisou.

O vice-presidente da CNIPE admite que muitos pais tenham de faltar ao trabalho caso as escolas encerrem, considerando que "não devem ser penalizados" pelas entidades patronais.

A Lusa contactou o Ministério da Educação para obter um comentário às declarações das associações de pais, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close