As “dificuldades de Portugal e de Espanha não têm nada a ver com as da Grécia”, afirmou hoje o ministro do Orçamento francês, François Baroin, numa entrevista radiofónica em Paris.
François Baroin, ministro do Orçamento, das Contas Públicas e da Reforma do Estado, garantiu também que o Governo francês “não vai aumentar os impostos porque isso não é solução” e declarou que “a notação da França não corre o risco de baixar”.
Entrevistado pela RTL, François Baroin explicou que “as hesitações alemãs foram levantadas pelas declarações da chanceler Angela Merkel” no início da semana e afirmou que a Europa está “unida na ajuda à Grécia”.
“A posição comum do presidente do Banco Central Europeu, do diretor geral do Fundo Monetário Internacional e de Angela Merkel são de natureza a assegurar os que se preocupam sinceramente com a situação estrutural da Grécia”, sublinhou François Baroin.
Esta posição comum, acrescentou o ministro do Orçamento, é também uma resposta “aos que especulam de forma escandalosa com a fragilidade de um povo e a situação dolorosa em que vai entrar o povo grego com as medidas delineadas, que são exigentes, porque atrás dos números há homens e mulheres e populações que devemos ajudar”.
“Atrás da Grécia, é a zona euro que está a ser atacada. O conjunto da zona euro é a nossa moeda, a nossa moeda é a nossa economia e a nossa economia são os nossos empregos, as nossas empresas”, vincou o ministro francês.
François Baroin revelou que a França participa, “neste primeiro ano” do plano de ajuda à Grécia com 21 por cento dos 30 mil milhões de euros, o equivalente à segunda posição da sua contribuição para as contas comunitárias, a seguir à Alemanha.
O ministro assegurou também que a França “é uma assinatura segura e de refúgio” para os mercados e que, por isso, “não corre o risco de uma descida de notação” pelas agências internacionais, como aconteceu na terça feira a Portugal e, no dia seguinte, a Espanha.
“Partilhamos o privilégio com a Holanda, a Alemanha e o Luxemburgo de ser dos países mais dotados”, notou François Baroin.
“Temos défices estruturais e a crise financeira atingiu-nos muito e fez explodir o défice”, admitiu François Baroin, que reafirmou que “a prioridade das prioridades é reduzir o défice”.




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