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Passos Coelho: Sócrates perdeu credibilidade e capacidade política

Publicado em 29 de Abril de 2010   
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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou, numa entrevista ao jornal espanhol ABC realizada na sexta feira e publicada hoje, que dificilmente com José Sócrates o PS ganhará a confiança dos portugueses.

"O PS não tem para o país uma esperança de futuro. Creio que dificilmente com Sócrates o partido ganhará a confiança dos portugueses", declarou Pedro Passos Coelho, na entrevista ao ABC.

O presidente do PSD respondia a uma questão sobre se os portugueses estão dececionados com o Governo de José Sócrates.

"O PS e o atual primeiro ministro foram perdendo credibilidade e capacidade política. As pessoas em Portugal não conseguem identificar uma bandeira reformadora importante que se associe a este Governo. Dá a impressão de que se desorientou com a crise económica e social", começou por responder Passos Coelho.

O presidente do PSD acrescentou que o Governo "parece que perdeu a capacidade reformista e quando isto acontece perde-se a capacidade criativa e deixa-se de ter uma cumplicidade com o eleitorado".

"O PS não tem para o país uma esperança de futuro. Creio que dificilmente com Sócrates o partido ganhará a confiança dos portugueses", concluiu.

 Na entrevista ao ABC, Pedro Passos Coelho defende que os portugueses, "quando deram ao PS a maioria absoluta há cinco anos", mostraram "que não têm medo de mudar".

"A deceção dos portugueses impulsionará um novo resultado eleitoral, desta vez do lado do PSD, se soubermos encontrar um caminho que tranquilize as pessoas", considerou.

Quanto à chegada ou não do Governo ao final da legislatura, declarou: "A minha primeira preocupação não é derrubar o Governo, é encontrar uma boa resposta para a crise e criar condições para a reforma estrutural do país."

O presidente do PSD acrescentou que, "na medida em que este Governo aceite" algumas das suas propostas de reforma do Estado, os sociais democratas estão "disponíveis para ajudar o país sem precipitar uma crise".

"Mas o Governo perdeu a maioria, quer dizer, a sociedade censurou-o, e se continuar como até agora, com uma postura arrogante, é muito difícil que dure quatro anos", completou.

"Não desejo uma crise política para Portugal e espero que o Governo contribua positivamente para a evitar. A minha missão é preparar o PSD para regressar ao Governo", disse ainda.

Questionado sobre se confia nos resultados do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo e aprovado pela Comissão Europeia, o presidente do PSD respondeu que "é credível, na medida em que propõe um caminho para a redução do défice", mas "poderia ser melhorado em dois aspetos": com "medidas mais robustas já em 2010 que tranquilizem os mercados" e "conseguindo reduzir a despesa estrutural".

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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