Jorge Salavisa considera "um desafio" presidir ao OPART, que gere Teatro São Carlos e Companhia de Bailado

Publicado em 28 de Abril de 2010   
Opções
a- / a+

 O coreógrafo Jorge Salavisa afirmou que assumir as funções de presidente do OPART, organismo que gere o Teatro S. Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, constitui "um desafio".

Falando à Lusa, Jorge Salavisa afirmou que o convite da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas "foi inesperado", mas ele próprio tinha já enviado à EGEAC (Empresa municipal de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural), a 01 de janeiro, uma carta em que afirmava a sua vontade em deixar o Teatro Municipal S. Luiz pois "não queria cansar as pessoas".

Apesar de considerar o Teatro Municipal como "a experiência mais feliz" em todo o seu percurso e lhe "custa deixar, mesmo assim, o teatro", donde sai para o OPART, como foi anunciado hoje pelo Ministério da Cultura.

Referindo-se ao convite de Gabriela Canavilhas, o ainda diretor do S. Luiz afirmou: "o que a senhora ministra me pediu foi mais do que um gestor, uma pessoa que falasse a mesma língua dos dois diretores artísticos - do São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado - e que promovesse o diálogo".

"Eu tenho sido ao longo da minha carreira, desde os meus 19 anos um homem de palco, conheço os meandros, tenho experiência acumulada que posso por ao serviço de um novo desafio", disse.

Salavisa afirmou estar consciente dos problemas que tem de enfrentar, mas tem "a noção exata das carreiras dos músicos, dos bailarinos, e dos artistas", mas conta com o coletivo.

"Tal como fiz no S. Luiz, no OPART será sempre o 'nós' a prevalecer. S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado e todos desde os artistas aos técnicos", disse.

Jorge Salavisa deverá entrar em funções como presidente da OPART a 18 de maio.

"Espero ser a pessoa indicada para o diálogo", acrescentou.

Bailarino de aclamada reputação internacional, Jorge Salavisa abandonou os palcos em 1975, tendo sido nomeado mestre de bailado e assistente do diretor do New London Ballet.

Em 1977 regressou a Portugal, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian, como mestre de bailado do Ballet Gulbenkian, tendo sido também nomeado diretor artístico, cargo que desempenhou até 23 de março de 1996.

Em 1994 Jorge Salavisa foi responsável artístico pela programação de Dança de Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura, e até 1998 foi professor coordenador da Oficina Coreográfica da Escola de Dança do Conservatório Nacional.

Em junho de 1996 foi convidado para reestruturar a CNB, tendo assumido em setembro a presidência do Instituto Português do Bailado e da Dança, associação cultural que tutelava a companhia.

Diretor da CNB entre 1998 e 2001, desempenha desde fevereiro de 2002 as funções de diretor do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close