O ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, disse terça feira que o encontro entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho “é um sinal de responsabilidade”, esperando que “seja possível consensualizar decisões que tenham a ver com o interesse nacional”.
“O facto de, nesta altura, acontecer um encontro entre o líder do maior partido da oposição e o primeiro ministro, já é um sinal de responsabilidade, independentemente do que venha a acontecer”, respondeu Luís Filipe Menezes aos jornalistas à margem do quarto aniversário do Clube dos Pensadores, do qual foi anfitrião.
O presidente da Câmara de Gaia espera que, no encontro que hoje decorreu entre José Sócrates e Passos Coelho, seja “possível consensualizar, nesta fase, decisões que tenham a ver com o interesse nacional, com o interesse dos portugueses e com o interesse da Europa”.
“E que depois, lá para diante, se pense em eleições e em combates que tenham mais a ver com uma lógica político-partidária”, acrescentou.
O ex-líder social democrata avançou ainda com a necessidade de em Portugal haver uma “alteração regulamentar, eventualmente até constitucional, que faça com que sejam obrigatórias maiorias parlamentares”.
“Penso que os governos de minoria são uma exceção na Europa em que estamos inseridos e não faz nenhum sentido que os partidos não se entendam para governar o país. Se calhar durante uma década era bom que fosse obrigatório haver maiorias para viabilizar um Governo”, enfatizou Menezes.
Sobre o quarto aniversário do Clube dos Pensadores, espaço de debate fundado e promovido por Joaquim Jorge, o anfitrião Luís Filipe Menezes salientou os “42 debates com mais de uma centena de personalidades da vida pública portuguesa nos últimos quatro anos”.
“Eu tenho muitas dúvidas que qualquer partido político em Portugal tenha feito no mesmo período de tempo quarenta e tal debates sobre vários temas da vida pública portuguesa com personalidades de referência. Há aqui claramente um défice da parte dos partidos da forma como se estão a tornar incapazes de se abrir à sociedade, de ser locais de reflexão, de ser locais de confronto democrático como foram nos primeiros anos a seguir ao 25 de abril”, referiu.
No aniversário do clube, juntaram-se ao presidente da Câmara de Gaia, o eurodeputado do CDS-PP Diogo Feyo e o ex-secretário de Estado dos Assuntos Judiciais António Ribeiro.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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