CTT dizem que adesão à greve foi baixa, sindicato fala em adesão de 100%

Publicado em 26 de Abril de 2010   
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Os CTT dizem que o primeiro dia de greve dos carteiros registou uma baixa adesão, com 27 trabalhadores a paralisar, enquanto o sindicato aponta uma adesão de 100 por cento em dois dos centros de distribuição abrangidos.

Os carteiros dos CTT cumpriram hoje o primeiro de vários dias de greves, que se prolongam até 07 de maio, contra a diminuição da remuneração mensal.

Hoje estiveram em greve os carteiros dos centros de distribuição dos CTT da Costa de Caparica, Pegões e Grândola.

Também estiveram em greve ao segundo período de trabalho os carteiros dos centros de distribuição da Nazaré, Braga, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Riba de Ave, Famalicão, Fafe e Lamego.

O dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) Vítor Narciso disse à Lusa que em Grândola e Pegões "a adesão foi de 100 por cento", não tendo sido feita a distribuição do correio.

Na Nazaré, dos 12 carteiros do centro só dois asseguraram a distribuição, em Lamego a adesão foi de 50 por cento e nos centros de distribuição do distrito do Braga a adesão foi de 79 por cento, segundo o dirigente sindical.

O porta-voz dos CTT, Fernando Marante, afirmou, por seu turno, que a paralisação teve uma adesão "fraquíssima, salvaguardando alguns constrangimentos locais".

De acordo com o porta-voz dos CTT, dos 342 carteiros abrangidos pelo pré-aviso de greve apenas 27 aderiram à paralisação.

Em Braga, detalhou, dos 300 carteiros 12 fizeram greve e na Costa de Caparica nenhum carteiro aderiu à paralisação.

Em Grândola, sete dos nove carteiros fizeram greve e em Pegões três dos quatro carteiros aderiram à paralisação.

Na terça feira é dia de greve geral nos CTT, em protesto contra o congelamento dos salários decidido pelo Governo e a privatização da empresa.

Os CTT têm 7.000 carteiros.

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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