O presidente da Câmara de Lisboa recusou hoje que a sua autarquia seja em termos reais a mais endividada do país, contrapondo que em 2009 foi a que mais reduziu os prazos de pagamento aos fornecedores.
António Costa falava aos jornalistas, após a visita do primeiro ministro, José Sócrates, às obras de requalificação do Terreiro do Paço.
O anuário financeiro dos municípios, hoje divulgado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, revela que as despesas dos municípios ultrapassam em 30 por cento a capacidade de pagamento das instituições.
No ranking dos municípios com maior índice de endividamento em 2008 lidera Lisboa, seguida de Vila Nova de Gaia, Aveiro, Porto e Gondomar.
Confrontado com esta estimativa, António Costa recusou a lógica de comparação com base "em números absolutos", considerando "evidente que um concelho com a dimensão de Lisboa tem sempre dívidas maiores do que outros".
"O que importa aferir é a rota que tem sido seguida, que felizmente é uma rota positiva. Temos vindo sistematicamente a diminuir os prazos de pagamento e ainda no ano passado fomos o município que mais reduziu esses prazos de pagamento aos fornecedores", contrapôs o presidente da Câmara de Lisboa.
De acordo com o presidente da Câmara de Lisboa, atualmente, a dívida da autarquia aos fornecedores "é diminuta e a dívida [global] está estruturada a longo prazo e já não constitui um grande problema para o Município".
"A dívida histórica, que resulta essencialmente da operação de realojamento, será paga no calendário previsto", advogou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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