O Tribunal de Cascais aceitou a providência cautelar interposta pela comissão sindical contra o despedimento coletivo da Estoril-Sol, revelou hoje o advogado do sindicato.
“Fui hoje contactado pelo Tribunal que me informou que a providência cautelar interposta pelos trabalhadores na semana passada foi aceite por ter, à partida, fundamento”, disse à Lusa o advogado da Comissão de Trabalhadores do Estoril-Sol, João Camacho.
“Resta agora aguardar pela audiência e esperar que o despedimento coletivo seja suspenso”, acrescentou o causídico.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comissão de Trabalhadores do Estoril-Sol, Clemente Alves, afirmou que aquela decisão do Tribunal constitui um sinal “muito positivo”, esperando que venha a ser feita justiça.
O representante dos trabalhadores lembrou ainda que, no final deste mês e no início de junho - ocasião em que haverá novas fases de despedimentos -, serão entregues outras providências cautelares.
Contactado pela Lusa, fonte da administração da Estoril Sol, afirmou que ainda não houve uma notificação formal por parte do Tribunal, embora já tenham conhecimento de que a providência cautelar foi aceite.
“É verdade que já fomos informados que a providência cautelar dos trabalhadores foi aceite, mas a administração ainda não foi notificada pelo Tribunal, pelo que só nessa altura faremos o exercício do contraditório”, disse.
A mesma fonte desvalorizou o ato do Tribunal de Cascais, sublinhando que o facto da providência ter sido aceite “não é representativo de qualquer decisão”.
“Mantemos a mesma confiança de que o desfecho deste assunto nos será favorável, até porque o processo de despedimento coletivo a que tivemos de recorrer decorreu de acordo com todos os procedimentos legais”, concluiu.
A primeira audiência de julgamento está marcada para 12 de maio.
A Estoril-Sol, que explora os casinos do Estoril e de Lisboa, anunciou em janeiro o despedimento coletivo de 113 trabalhadores para assegurar a "sobrevivência da empresa", que teve uma quebra de receitas de 30 milhões de euros nos últimos dois anos.
Posteriormente o despedimento coletivo passou a abranger 112 pessoas, a que foram acrescidos outros 17 despedimentos individuais.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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