Inês de Medeiros está satisfeita com a resolução do caso das viagens

Publicado em 21 de Abril de 2010   
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A deputada do PS Inês de Medeiros manifestou-se hoje satisfeita por ter sido resolvida a polémica à volta do pagamento das suas viagens a Paris, sublinhando que sempre deixou claro que residia em França.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, a deputada disse não conhecer ainda o parecer jurídico nem o do presidente da Assembleia da República que determinam o pagamento das viagens que efetua semanalmente a Paris, apesar de ter sido eleita pelo círculo de Lisboa.

"A minha satisfação é isto estar resolvido e acabar com esta campanha de enxovalhos, de humilhações e de informação pouco rigorosa. Houve muitas coisas que foram ditas e publicadas que eram falsas", afirmou Inês de Medeiros.

Uma das falsidades que, segundo a deputada, foram publicadas é que, no seu dossiê de candidatura, teria indicado Lisboa como residência oficial.

"Isso é pura e simplesmente falso, o dossiê de candidatura é claro, a residência que lá está é França, não há qualquer possibilidade de traficar dossiês de candidatura", garantiu.

Para Inês de Medeiros, ficou claro com a decisão hoje tomada que se trata de "uma questão administrativa". "Os deputados não pedem tratamentos especiais, não podem, isto não é um emprego, é um mandato, tudo é regido por lei, não é por vontade própria", sublinhou.

O Conselho de Administração da Assembleia da República aprovou hoje, com os votos favoráveis do PS e a abstenção do CDS-PP, o pagamento de ajudas de custo e uma viagem semanal para Paris à deputada socialista.

À reunião, que serviu para discutir o despacho do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, faltaram os representantes do PCP e do PEV. PSD e BE votaram contra.

O despacho que o presidente da Assembleia da República enviou ao Conselho de Administração, e que tinha em conta um parecer jurídico, também acrescentava que esta decisão não altera o regimento, é "única" e resulta de "uma lacuna".

A decisão do Conselho de Administração não tem caráter vinculativo.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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