EUA: relatório diz que obesidade é uma ameaça à segurança nacional

Publicado em 20 de Abril de 2010   
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A segurança nacional dos Estados Unidos da América (EUA) está ameaçada pela subida acentuada das taxas de obesidade entre os jovens nos últimos 15 anos, considera um relatório hoje divulgado, da autoria de oficiais reformados.

Muitos jovens nos EUA estão tão pesados por se alimentarem com batatas fritas, pizzas e outra comida não saudável nos refeitórios escolares que não suportarão os rigores físicos da vida militar, adianta o documento.

O relatório especifica que os problemas de peso são agora a principal razão de rejeição dos recrutas, o que reduz a capacidade de os militares preencherem as suas fileiras.

No texto diz-se que nove milhões de jovens adultos, ou seja 27 por cento dos norte-americanos com idades entre os 17 e os 24 anos, são demasiado gordos para entrarem nas fileiras.

Os oficiais reformados autores do relatório defendem, por isso, uma ação legislativa que torne as refeições escolares mais saudáveis.

Os autores reconhecem que há outras justificações para os jovens não poderem entrar nas fileiras, casos de histórias de crimes ou falta de habilitações.

Se bem que agora todos os ramos do serviço militar tenham preenchidas as quotas de recrutamento que definiram, o almirante reformado James Barnett Jr., um dos autores do relatório, prevê que a tendência da obesidade possa afetar esta situação.

"Quando quase um quarto de todos os jovens adultos é demasiado gordo para combater, temos de agir", disse Barnett, que considerou que a segurança dos EUA em 2030 "depende absolutamente" da reversão das taxas de obesidade infantil.

Mas o recrutamento não é o único problema resultante da obesidade. Segundo o relatório, o governo gasta dezenas de milhões de dólares todos os anos na formação de substitutos dos membros que saem do serviço militar por excesso de peso.

Esta não é a primeira vez que os militares se envolvem no debate sobre as refeições escolares.

Durante a II Guerra Mundial, os líderes militares tinham o problema oposto, reportando que muitos recrutas eram rejeitados devido a problemas de crescimento e alimentação inadequada.

Depois da guerra, estes líderes pressionaram o Congresso para estabelecer um programa nacional de refeições escolares para que as crianças pudessem crescer saudavelmente.

O programa foi estabelecido em 1946, "como uma medida de segurança nacional", de acordo com a linguagem original desta legislação.

Hoje, este grupo de militares está a pressionar o Congresso para que elimine a chamada junk food e as bebidas com muitas calorias das escolas, aumente o financiamento do programa de refeições escolares e desenvolva novas estratégias para ajudarem as crianças a adotar hábitos saudáveis.

A legislação sobre as refeições escolares, a aguardar votação no Senado, estabelece mais opções saudáveis para todos os produtos alimentares nas escolas, incluindo nas máquinas de venda automática.

As Forças Armadas norte-americanas estão a dar o seu contributo, trabalhando com os estudantes do ensino secundário e outros interessados em entrarem nas fileiras para que percam peso de forma a serem elegíveis para a incorporação.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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