A comissão de trabalhadores do Casino do Estoril afirmaram-se hoje “desiludidos” com aquilo que consideram ser a falta de resposta do Ministério do Trabalho, sobre a validade dos despedimentos.
“Estamos muito desiludidos. Saímos do Ministério de Pilatos, onde toda a gente lava as mãos e não assume responsabilidades”, disse à Agência Lusa o dirigente da Comissão de Trabalhadores (CT) da Estoril Sol, Clemente Alves.
Da reunião, que teve como objetivo sensibilizar o Governo para o processo de despedimento coletivo de que estão a ser alvo os trabalhadores do Casino do Estoril, Clemente Alves considera que “não houve nada de novo”.
“Solicitámos à Autoridade para as Condições do Trabalho que fiscalizasse a validade formal e material do processo de despedimento e até agora não houve resposta. Saímos daqui da mesma maneira com que entrámos”, sustentou.
Contudo, o responsável sindical promete continuar a luta em defesa dos trabalhadores, através dos tribunais, onde já foi entregue uma providência cautelar, relativa à primeira fase de despedimentos, que se realizou na semana passada.
Por seu turno, o presidente da administração da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, afirmou à Lusa que a decisão de despedimento coletivo foi “penosa”, mas “necessária”, salientando os despedimentos decorreram “de acordo com todos os procedimentos legais”, rejeitando assim a versão do sindicato.
A Agência Lusa tentou obter um comentário sobre a reunião por parte do ministério mas os esforços foram infrutíferos.
A Estoril-Sol, que explora os casinos do Estoril e de Lisboa, anunciou em janeiro o despedimento coletivo de 113 trabalhadores para assegurar a "sobrevivência da empresa", que teve uma quebra de receitas de 30 milhões de euros nos últimos dois anos.
Posteriormente o despedimento coletivo passou a abranger 112 pessoas, a que foram acrescidos outros 17 despedimentos individuais.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline