Taça de Portugal
Belluschi, Guarín e Micael. Três oásis no meio do deserto azul
por Rui Catalão, Publicado em 14 de Abril de 2010
Dragões confirmaram presença na final (4-0) num jogo aborrecido, com o estádio vazio.
Todas as desculpas serviam para os adeptos do FC Porto não aparecerem no estádio: a chuva pairou sobre a cidade durante todo o dia, a eliminatória estava praticamente resolvida e a época dos azuis e brancos está longe de ser a mais empolgante. Por isso, ninguém ficou surpreendido quando viu as bancadas despidas nem quando foi anunciado o número oficial de espectadores: 12207. Feitas as contas, estavam apenas mais 90 adeptos do que na pior assistência da história do Dragão - num FC Porto-Gil Vicente, em 2007/2008, também para a Taça de Portugal.
O deserto não era animador para ninguém, mas Jesualdo Ferreira foi fiel ao princípio da rotação, apostou em jogadores menos utilizados e até promoveu uma estreia: David Addy, o ganês campeão do mundo de sub-20, contratado aos dinamarqueses do Randers na reabertura do mercado. E foi mesmo entre as reservas que surgiram os momentos mais animados da partida. O primeiro, de grande classe, partiu do pé direito de Belluschi depois de ter nascido enganado no apito de Hugo Miguel. Erros à parte, o médio argentino foi um génio na marcação do livre.
Com a eliminatória (ainda mais) resolvida a meio da primeira parte, o FC Porto não precisou de se esforçar muito para ter uma noite tranquila. Só que nem todos estavam serenos. A começar por Ricardo Chaves, que rasteirou Valeri dentro da área vilacondense. O médio emprestado pelo Lanús queria marcar o penálti, mas Farías fez cara feia e pegou na bola. Quem não gostou da discussão foi Jesualdo Ferreira, que se virou para o capitão Bruno Alves e fez um gesto como quem pergunta: "Então, não fazes nada?" E nessa altura ainda faltava ver El Tecla falhar o penálti, porque Carlos foi grande entre os postes e parou o remate.
O outro Carlos do Rio Ave - o treinador Brito - estava já conformado com o fim da campanha na Taça. Jesualdo, por outro lado, aguentou a dupla Farías-Orlando Sá por mais algum tempo. Foi o suficiente para perceber que aqueles dois não se entendem bem dentro das quatro linhas e para dar ordem de entrada à artilharia pesada - Falcão e Hulk. As verdadeiras bombas acabaram por sair, no entanto, dos pés de Guarín e Micael: o colombiano atirou de longe na primeira vez que tocou na bola, enquanto o madeirense fez o terceiro com mais um remate de longe. Depois ainda houve tempo para Falcao fazer o golo do costume, já no período de compensação.
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.
Artigo: Belluschi, Guarín e Micael. Três oásis no meio do deserto azul
Actividade em ionline