A primeira fase de despedimento coletivo dos trabalhadores do Casino do Estoril começa hoje a ser posta em prática, afetando mais de duas dezenas de pessoas que estão a partir de agora no desemprego.
O presidente da Comissão de Trabalhadores do Estoril Sol, Clemente Alves, disse à agência Lusa que o espírito do grupo é desolador, tendo ainda a esperança de que a situação será revertida mantém-se.
De acordo com o responsável, a partir de hoje 22 trabalhadores do Casino do Estoril estão sem emprego, dia 29 de abril será a vez de serem despedidos 88 trabalhadores e dia 01 de junho cumprir-se-á a terceira fase, com o despedimento dos restantes elementos.
À Lusa o presidente da administração da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, afirmou que a decisão, que hoje se torna num ato consumado, foi “penosa, mas necessária para reequilibrar a situação financeira da empresa”.
Por seu lado, o representante dos trabalhadores adiantou ainda que na quarta-feira vai ser entregue uma providência cautelar no Tribunal de Cascais, confiante de que desta vez a justiça dará razão aos trabalhadores, contrariamente ao que aconteceu no final de fevereiro, em que a providência cautelar entregue pela Comissão de Trabalhadores não foi aceite pela justiça, alegando que aquele documento só poderia ser analisado quando o despedimento se concretizasse.
A Estoril-Sol, que explora os casinos do Estoril e de Lisboa, anunciou em janeiro o despedimento coletivo de 113 trabalhadores para assegurar a "sobrevivência da empresa", que teve uma quebra de receitas de 30 milhões de euros nos últimos dois anos.
Posteriormente o despedimento coletivo passou a abranger 112 pessoas, a que foram acrescidos outros 17 despedimentos individuais.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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