O Fundo de Pensões do BCP não vendeu os 10% que detinha na Cimpor porque ninguém os quis comprar. A informação foi dada pelo presidente, Santos Ferreira, a uma pergunta colocada por um pequeno accionista.
Lembrando que a decisão não cabe ao banco, mas sim à sociedade gestora do fundo, Santos Ferreira realça que o fundo foi a primeira entidade que deliberou vender a sua participação no processo que se seguiu ao lançamento da oferta pública de aquisição da CSN sobre a cimenteira. E até informou a administração da Cimpor, o que é uma prática pouco usual, mas saudável. Não quis "vender pela calada da noite", sublinhou.
De resto, o presidente do BCP desvaloriza o efeito desta alienação nas contas porque a participação estava valorizada ao preço de mercado.
O Fundo de Pensões foi a única entidade accionista vendedora que não concretizou a alienação das acções na Cimpor na sequência da entrada no capital de dois grupos brasileiros, a Votorantim e a Camargo Corrêa. A Teixeira Duarte, a Bipadosa, Lafarge e Cinveste, alienaram as suas participações. Só que a compra de acções pela CSN não se concretizou porque a OPA fracassou.




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