Os ministros das Finanças dos 16 países da Zona Euro chegaram hoje a acordo sobre os detalhes técnicos dos empréstimos bilaterais para a Grécia em caso de necessidade.
As taxas de juros a aplicar a esses empréstimos assumirão uma metodologia muito semelhante à aplicada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "É praticamente uma cópia das modalidades do FMI", disse uma fonte de Bruxelas à agência Reuters.
Após o anúncio, o euro subiu de imediato face ao dólar e os mercados europeus fecharam em alta. Contudo, os investidores mantêm-se apreensivos após a agência Fitch ter baixado a nota sobre a dívida grega de 'BBB+' para 'BBB-', o que corresponde a um investimento de “qualidade média inferior”, segundo a qualificação da agência.
A agência de notação financeira acredita que o aumento dos juros que a Grécia tem de pagar para conseguir financiar-se no mercado, em conjunto com uma deterioração económica, vão dificultar a redução do défice orçamental grego para 8,7% do produto interno bruto (PIB) este ano.
Um pedido de ajuda de Atenas teria de ser analisado pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, mas os políticos acreditam que a ajuda poderá não ser necessária. "A ameaça não é iminente porque a Grécia parece ter dinheiro suficiente - a menos que algo desagradável aconteça no sector bancário - para refinanciar-se nos próximos dois meses. Ou pelo menos o próximo mês", conclui a fonte da União Europeia.
À Reuters, a mesma fonte assegura que, com os detalhes técnicos de empréstimos à Grécia definidos, uma decisão sobre um empréstimo a Atenas pode ser alcançado em horas.




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