O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, defendeu hoje “uma relação muito mais ambiciosa” com a China e o “inadiável reforço” da presença diplomática, económica e cultural portuguesa naquele país.
“Temos que olhar para a nossa relação com a China de uma forma muito mais ambiciosa. Estamos a virar uma página da Historia do mundo e é preciso ter consciência das profundas mudanças que estão a ocorrer (…) A China está nessa nova página”, disse Luís Amado à agência Lusa em Pequim.
Depois de se ter encontrado com o homologo chinês, Yang Jiechi, e com o ministro do Comércio, Chen Deming, Luís Amado realçou que Portugal “tem de reforçar todos os mecanismos de cooperação com a China” e “aproveitar as excelentes relações políticas” entre os dois países.
“Temos de projetar melhor a marca e a imagem de Portugal neste grande país”, disse.
“A economia chinesa tem tido um crescimento contínuo e nós queremos que constitua também um importante mercado para os produtos e a cultura portuguesa”, acrescentou.
Portugal é um dos quatro países europeus que estabeleceu “uma parceria estratégica” com a China, mas segundo Luís Amado, “não poderá valorizar essa relação se não reforçar os dispositivos diplomáticos, na frente política, económico-comerial e cultural”.
É “uma nova abordagem estratégica da presença portuguesa na China e no Oriente” e poderá envolver, “a curto prazo”, a construção de um grande centro cultural.
“Temos de ter essa ambição (…) A abertura de uma montra mais visível da nossa cultura e da nossa língua é um objetivo que devemos também estabelecer”, disse.
Luís Amado regressa a Lisboa no sábado à tarde, depois de um périplo de cinco dias pelo nordeste asiático que incluiu também a Coreia do Sul e a Mongólia.
Em Pequim, o ministro português encontrou-se ainda com o “número dois” do governo chinês, Li Keqiang, considerado o mais provável sucessor do atual primeiro ministro, Wen Jiabao, em 2013.
A visita de Luís Amado a Pequim ocorre num bom momento das exportações portuguesas para a China, que subiram 20 por cento em 2009, para cerca de 222 milhões de euros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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