O candidato a Presidente da República Fernando Nobre anunciou que o músico Rui Veloso será o seu mandatário distrital para o Porto, no dia em que esteve num jantar para o qual foi convidado, “pela primeira vez”, através do Facebook.
Fernando Nobre, que concorre às próximas presidenciais, jantou no Porto, num encontro “espontâneo organizado por militantes”, que teve a particularidade de ter utilizado as redes sociais para fazer o convite ao presidente da Assistência Médica Internacional (AMI).
“É a primeira vez que sou convidado para um jantar pelo Facebook, penso que não será o último”, disse o candidato.
Fernando Nobre terá Rui Veloso como mandatário para o distrito do Porto e o músico esteve presente no jantar, assim como o presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira.
O candidato ao cargo de Presidente da República reafirmou ainda que não solicitou apoio a ninguém nem a nenhum partido, respondendo assim às questões dos jornalistas sobre a polémica, também no Facebook, entre Francisco Louçã e Fernando Nobre.
“Eu não diria que foi uma polémica. Eu apenas reagi ao facto de algumas informações pouco rigorosas que me davam como sendo apoiado por este ou por aquele, ou por eu ter solicitado apoio a este ou aquele”, explicou o médico.
Apesar de não pedir apoios, Fernando Nobre garante que não recusará nenhum, desde que não ofenda a sua “consciência e toda uma vida de serviço à comunidade e à humanidade”.
Rui Veloso considera Fernando Nobre a sua última “esperança”, relembrando que já falava do nome do médico para a Presidência da República há muitos anos, mesmo “não pensando sequer que ele um dia se iria candidatar”.
“Os Presidentes da República que houve, fora Ramalho Eanes, foram sempre ligados aos partidos", recordou, defendendo "um candidato a Presidente que vá de encontro àqueles milhões de portugueses que não se reveem nas candidaturas partidárias, que hoje até já nem se reveem nos partidos”.
Para o músico, “é salutar haver uma candidatura extra-partidos” já que estes “não se entendem”, considerando que os portugueses estão “um bocadinho desencantados e desiludidos com o que se passa”.
“Eu costumo dar o exemplo dos nossos presidentes das Câmaras de Gaia e do Porto que nem se entenderam quanto ao fogo de artifício e ainda por cima são do mesmo partido. Querem pior exemplo do que este?”, questionou Rui Veloso.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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