As primeiras análises detalhadas às sandálias do Faraó Tutankhamon sugerem que a elaboração do calçado foi feita com a intenção de acomodar o seu pé, devido a uma doença congénita que o afectava, o pé boto, que normalmente aparece logo nos recém-nascidos.
Mais de 80 pares de calçado foram encontrados no túmulo do Faraó e de sua mãe em 1922 por Howard Carter, alguns já bastante estragados pelo tempo. A análise deste calçado com 3300 anos foi agora publicada no livro "Tutankhamun's Footwear: Studies of Ancient Egyptian Footwear".
Só depois de uma investigação genética exaustiva se percebeu que o Faraó sofria de malformações nos pés. As sandálias encontradas tinham todas umas fitas horizontais logo a seguir aos dedos que se pensa terem servido para aconchegar o pé do Faraó. Dois dos pares tinham ainda uma parte mais suave na planta do pé.
“Estas particularidades não são conhecidas em nenhum outro tipo de calçado”, afirmou o autor do livro Andre Veldmeijer, um arqueólogo holandês especializado no Antigo Egipto.




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