político

Submarinos: PCP quer investigação judicial "até ao fim" sobre o assunto

Publicado em 31 de Março de 2010   
Opções
a- / a+

O PCP considerou hoje "extremamente grave" a "eventual existência de casos de corrupção e de subornos" relacionados com a aquisição de submarinos por Portugal, defendendo a necessidade de uma investigação judicial "até ao fim" sobre o assunto.

 "É extremamente grave. Trata-se de ilícitos criminais e evidentemente que as autoridades judiciárias são as entidades competentes para proceder a essa averiguação e nós entendemos que essa investigação deve ser feita até ao fim, sem quaisquer intromissões de qualquer espécie por parte do poder político e que deve ser investigado tudo o que tem que ser investigado", disse o deputado do PCP António Filipe.

 Para o deputado comunista, estando em causa a "eventual prática de ilícitos criminais", "é a PGR que tem a competência exclusiva para proceder à respetiva investigação", devendo o poder político "colaborar em tudo o que lhe é pedido e criar todas as condições para que essa investigação possa decorrer até ao fim sem quaisquer constrangimentos".

O Governo português suspendeu hoje o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, de "todas as funções relacionadas com o exercício do cargo", na sequência da investigação na Alemanha de suspeitas de corrupção na venda de submarinos.

A revista alemã Der Spiegel noticiou que um cônsul honorário de Portugal, que não identifica, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004.

De acordo com a Der Spiegel, o cônsul honorário terá também organizado, no verão de 2002, uma "reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso", atual presidente da Comissão Europeia.

 António Filipe lembrou ainda que o PCP "sempre manifestou a sua reserva e oposição" à prioridade conferida à aquisição de submarinos para as Forças Armadas, considerando ainda que no negócio "as contrapartidas não foram devidamente acauteladas".

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close