O Partido Socialista (PS) apoiou hoje a decisão do Governo de suspender o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, defendendo que quem representa o Estado português deve estar acima de qualquer suspeita.
"O Partido Socialista concorda com a decisão tomada pelo Governo de suspender o cônsul alemão na medida em que a honorabilidade do exercício das funções públicas deve ser insuspeita", disse hoje o deputado socialista Ricardo Rodrigues à Agência Lusa.
O Governo português suspendeu hoje o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, de "todas as funções relacionadas com o exercício do cargo", na sequência da investigação na Alemanha de suspeitas de corrupção na venda de submarinos.
Para o deputado socialista, a suspensão do cônsul é uma medida "cautelar e preventiva" até ao "correto esclarecimento dos factos".
Ricardo Rodrigues mostrou-se ainda convicto de que quando Jurgen Adolff foi nomeado cônsul honorário, há 15 anos, "garantia toda a credibilidade de Portugal".
"Mas factos são factos e, às vezes, somos confrontados com factos de que não gostamos e temos que saber estar à altura de os resolver", acrescentou, escusando-se a fazer qualquer comentário sobre a investigação em concreto.
A revista alemã Der Spiegel noticiou que um cônsul honorário de Portugal, que não identifica, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004.
De acordo com a Der Spiegel, o cônsul honorário terá também organizado, no verão de 2002, uma "reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso", atual presidente da Comissão Europeia.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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