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Estradas: Sócrates diz que IP2 e IC5 são para avançar "contra ventos e marés"

Publicado em 30 de Março de 2010   
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O primeiro ministro José Sócrates disse hoje que “contra ventos e marés” o Governo vai “concluir o IP2” e “fazer o IC5”, obras integradas na concessão rodoviária do Douro Interior.

“Contra ventos e marés, porque é assim que se faz tudo em Portugal. Qualquer obra de dimensão e com significado enfrenta sempre obstáculos e dificuldades”, disse José Sócrates em Celorico da Beira, durante a visita às obras de construção da concessão rodoviária do Douro Interior.

Com uma extensão de 272 quilómetros, o investimento inclui a conceção, construção e exploração dos lanços do IP (Itinerário Principal) 2 entre Valebenfeito e Celorico da Beira, o IC (Itinerário Complementar) 5 entre Pópulo (IP4) e Miranda do Douro, bem como a exploração do atual IP2 entre Macedo de Cavaleiros e Valebenfeito.

Após ter visitado um troço do IP2 em construção, que ficará concluído até final deste ano, o primeiro ministro aludiu ao facto de só recentemente o Tribunal de Contas ter atribuído o visto ao projeto, referindo que ficou “muito contente” com essa decisão.

“Ultrapassámos o último obstáculo e a última dificuldade e fizemo-lo no cumprimento daquilo que são as nossas obrigações do Estado, o cumprimento estrito das obrigações para com todas as instituições”, observou.

Disse que a obra, num investimento total de 862 milhões de euros, é “muito importante para Portugal”, referindo que no verão deste ano envolverá 200 empresas e 7.500 operários.

Também disse que “é com estes investimentos que se dinamiza a economia, que se anima o mercado de emprego e que se estimula o crescimento económico”.

“Mas este investimento é mais importante do que isso, não é apenas para animar a economia, é porque finalmente nós fazemos justiça com o interior do país”, declarou o primeiro ministro.

Recordou que no mapa rodoviário nacional “houve duas regiões que ficaram para trás” - o norte do distrito da Guarda e todo o distrito de Bragança.

“O que estamos a fazer não é nenhum luxo. É apenas dar ao distrito da Guarda, principalmente ao norte, e ao distrito de Bragança, condições de acesso às coisas boas que a vida contemporânea pode proporcionar, iguaizinhas às que os outros portugueses têm”, sustentou.

José Sócrates, que esteve acompanhado pelo ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e pelo secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, disse que o investimento “é também um símbolo de que este país não desiste do seu futuro”.

Já o ministro António Mendonça declarou que as novas acessibilidades significam “uma nova mobilidade” para as populações e para as empresas das regiões abrangidas.

“Não é apenas a região que beneficia mas o país como um todo”, declarou.

Por sua vez o secretário de Estado apontou que as obras “são estradas de proximidade” que vão interligar 16 municípios dos e contribuirão para a redução da atual taxa de sinistralidade “em 71 por cento”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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