A petrolífera
Galp abriu dois
processos disciplinares que conduziram ao despedimento imediato de dois quadros da empresa arguidos no processo Face Oculta:
Paulo Costa e
João Tavares. A notícia avançada pelo
“Diário de Notícias” adianta ainda que Paulo Costa e João Tavares já contestaram a decisão da comissão de inquérito nos prazos legais e estão a aguardar “pelo sentido de justiça” da administração do grupo.
A petrolífera foi uma das primeiras empresas a concluir o inquérito interno.
No processo disciplinar, Paulo Costa, director de relações institucionais da Galp, é acusado de ter violado as regras de ética profissional e recebido favores do empresário da sucata Manuel Godinho – entre eles, o empréstimo do Mercedes SL 500 do empresário durante três meses. Contudo, as averiguações internas concluem que da parte de Paulo Costa não houve infracções disciplinares graves – apenas ficou provado que recebeu favores do empresário da sucata.
Já em relação a João Tavares, funcionário de armazém na refinaria de Sines acusado de facilitar o negócio dos resíduos ao sucateiro, a auditoria interna prova que Tavares não só prejudicou a empresa em milhões de euros como a colocou em risco de ter problemas com o fisco devido a falhas nos registos de saída da
sucateira O2. Tavares, explica o DN, terá colaborado na retirada de camiões da empresa de
Manuel Godinho carregados com sucata de cobre que não foi registada nos guias de saída. Além disso, o funcionário de armazém não emitia as notas de pagamento na altura devida. A Galp, além de propor o despedimento imediato de João Tavares, admite vir a apresentar uma participação na justiça.
João Tavares contesta a decisão, justificando as suas falhas com o excesso de trabalho que tinha na altura e estado de cansaço.
Paulo Costa, em entrevista ao DN, garante estar de consciência “200% tranquila”, porque não é por causa de um empréstimo de um carro que abriria portas a alguém.
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