Ou anda mais de meio mundo louco, ou Quique Flores vai mesmo deixar de ser treinador do Benfica no início da próxima semana. Rui Costa, que ia abraçar a carreira de dirigente desportivo para ser diferente, vai afinal, logo no primeiro ano, fazer exactamente o mesmo que toda a gente faz há séculos: despedir o treinador quando as coisas não correm conforme o esperado. Até aqui tudo normal, embora se lamente a falta de ar fresco.
Apesar da indefinição (?), o Benfica anda a contratar jogadores para a próxima época. O que significa, se mais de meio mundo não andar louco, que boa parte do plantel (pelo menos relevante parte do plantel) vai ser escolha dos dirigentes e não do novo treinador. As vantagens e desvantagens são discutíveis. Mas ter um grande treinador, de nome feito, raramente liga bem com pouca autonomia na escolha dos jogadores.
Há outra hipótese: Jorge Jesus (ou qualquer outro) está contratado e já trabalha em consonância com quem manda na Luz. Coisa muito pouco fresca e saudável, quando ainda há um homem a cumprir um contrato.
Se, ao contrário do que parece, andar mais de meio mundo louco, então esqueça-se as linhas de cima e tire-se o chapéu a Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Flores — nesse caso estarão a preparar a nova época em tempo muito útil. E isso sim, seria uma lufada de ar fresco.
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