Domínio do português é "vantagem comparativa" em relação ao inglês

Publicado em 26 de Março de 2010   
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O domínio da língua portuguesa deve ser visto como uma “vantagem comparativa” num mundo onde o inglês se tornou uma espécie de exigência básica, disse hoje à agência Lusa o secretário geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Domingos Simões Pereira defendeu, na abertura da Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre em Brasília, a importância de uma estratégia de promoção internacional do idioma português.

“O inglês passou a ser uma espécie de ‘basic skill’, que é quase exigido a todos, e que abre um leque de oportunidades a um conjunto de línguas, dentre as quais o português”, afirmou o responsável.

“O fundamental é a estratégia que nós levamos para a promoção da língua (portuguesa) e, muitas vezes, nos concentramos demais numa espécie de concorrência com o inglês, quando o inglês deixou de ser uma vantagem comparativa para ser uma exigência básica”, disse.

O embaixador de Portugal em Brasília, João Salgueiro, disse que a estratégia de difusão internacional do português incluiu a transformação da língua portuguesa no sétimo idioma oficial das Nações Unidas.

O diplomata salientou que é preciso conquistar o apoio dos 184 países membros da ONU, num trabalho de convencimento por meio de “lobby político e diplomático” da CPLP, para que o português passe a ser um idioma oficial da organização.

A transformação do português num dos sete idiomas oficiais da ONU custaria inicialmente cerca de 97 milhões de euros, com a compra de equipamentos e com o treino de pessoal.

Outro custo será o de manutenção, cerca de 22,5 milhões de euros anuais, que passará a ser repartido no orçamento anual de todos os estados membros, como decorreu recentemente com a inclusão do árabe e do espanhol.

“É necessário recolher, treinar e preparar o pessoal, intérpretes e tradutores, máquinas e equipamentos, como computadores, que tenham suas especificidades para poderem fazer as traduções simultâneas”, salientou o diplomata.

 

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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