A mais importante agência de rating mundial, a Standard & Poor’s (S&P), manteve a nota da dívida portuguesa (rating) em A+, mas continua a ameaçar Portugal com uma despromoção já que manteve a perspectiva (outlook) negativa. A agência espera que o défice se reduza dos actuais 9% para 3,8% do produto em 2013 (e não para 2,8%, como diz o governo).
No início desta semana, a agência Fitch, cortou o rating da República, mantendo essa mesma ameaça de desclassificação. Hoje a S&P vem amenizar as críticas que têm sido feitas a Portugal, reconhecendo que o Programa de Estabilidade e Crescimento é um documento que satisfaz, tendo, no entanto, dúvidas sobre a capacidade de implementação do mesmo.
A S&P lembra que este governo demonstrou “vontade e capacidade” em implementar medidas de consolidação no passado. Mas agora admite que existe um risco relevante de isso não vir a acontecer: “particularmente porque o governo minoritário precisará do apoio da oposição para aprovar a legislação necessária”, o que limitará a implementação completa do programa de consolidação prevista no PEC, observa a S&P em comunicado.




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