Corpo de Leandro encontrado no rio Tua

Publicado em 25 de Março de 2010   
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O corpo da criança desaparecida há quase um mês no Rio Tua apareceu nesta quinta-feira no mesmo rio, na zona do Cachão. Vinte e três dias depois de Leandro ter desaparecido, um morador da Azenha do Saldanha, no Cachão, encontrou o corpo ao sair de casa de manhã.

A casa fica próximo do Tua e o corpo estava preso na margem esquerda, segundo contou Melo Gomes, comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Bragança, à Agência Lusa.

O corpo deu à margem, disse, e a Natureza conseguiu o que dias de intensas buscas não alcançaram."O importante é que conseguimos dar descanso aos pais, devolver-lhes o corpo para fazerem o funeral", sublinha o comandante."Finalmente, vamos todos ter descanso", desabafou por seu lado o comandante dos bombeiros de Mirandela, Carlos Ricardo, a corporação em que nos últimos dias "só se pensava no Leandro".

O corpo estava a cerca de 10 quilómetros do parque de merendas da cidade de Mirandela, o local onde Leandro desapareceu a 02 de março.

O alerta foi dado por volta das 07:45 da manhã e às 09:00 já estava a ser transportado para a morgue de Mirandela.

Os bombeiros procederam ao resgate e entregaram o corpo às autoridades, nomeadamente aos delegados do Ministério Público e de Saúde e à GNR, que estiveram no local.

O passo seguinte será a autópsia, de acordo com os procedimentos habituais nestes casos.

A descoberta do corpo será mais um elemento a acrescentar ao inquérito judicial em curso no Ministério Público de Mirandela, no qual os pais ainda vão ser ouvidos.

Em curso continua também o inquérito do Ministério da Educação, conduzido pela Inspeção Geral da Educação, sem prazo conhecido para as conclusões.

O caso foi inicialmente associado a uma situação de violência escolar e o afogamento da criança a um alegado suicídio consequência das agressões por colegas mais velhos.

Testemunhos recolhidos em ambos os inquéritos apontam noutra direção. Embora confirmem a existência de agressões, afastam a possibilidade de suicídio e não descrevem Leandro como vítima.

As autoridades acreditam que o afogamento tenha resultado de uma brincadeira que acabou de forma trágica, segundo avançou à Lusa fonte ligada ao processo.

A procura de Leandro foi a operação do género mais longa para as autoridades do Nordeste Transmontano.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** 



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