A agência Fitch reduziu a classificação da dívida portuguesa de "AA" para "AA-", com perspectiva negativa, como resultado do aumento do défice em 2009.
A Fitch é uma das principais agências mundiais de "rating". O corte agora anunciado é o reflexo das dificuldades económicas que a agência prevê para o país nos próximos tempos. A Fitch justifica a decisão com o facto de as perspectivas de recuperação de Portugal serem inferiores às dos outros países da zona euro.
O corte no "rating" exerce ainda maior pressão sobre o governo português para controlar as contas públicas. Em 2009, o défice atingiu os 9,3% do PIB, contra os 6,5% previstos pela Fitch em Setembro. A agência refere agora que o governo terá de implementar medidas "consideráveis" para conseguir atingir um défice de 3% em 2013.
A Fitch avança com a possibilidade de um novo corte do "rating" em 2010 e 2011 devido aos desequilíbrios nas contas públicas. Diz ainda que o fraco crescimento económico do país irá dificultar a implementação das medidas do governo. Ainda assim, classifica o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) como um documento credível e refere existirem indicações de uma retoma sustentável e da redução do défice.




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